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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

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aaaaa
APOCALÍPTICA

Vulcões jorrarão no meio da madrugada

e das lavas, fetos pedirão o calor ténuo do útero,

chamando de mãe àquelas que os expulsaram ainda

nas vésperas da vida.

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domingo, 11 de novembro de 2007

Você já leu um romance escrito sem nenhuma letra "a"?
Pois então Leia esta minha obra e verá que são 50 páginas de uma deliciosa história de amor e traição, narrada sem nenhuma letra a do começo ao fim: um desafio da língua portuguesa: (confira na síntese)
TRECHO DA OBRA




Dulce, mulher jovem de sorriso fértil, cujo doce sorriso sempre foi um excelente tempero pro seu singelo jeito feminino. Nem menos que  seus lindíssimos olhos de tom celeste.
Sérgio, cultivou  sempre um modo  de simples, e perfil de um homem ético, honesto e destemido.
Chegou o outono e seus sons noturnos tingiu de escuro o céu visto por eles no encosto do peitoril. Nisso, o vento sereno vindo do rio soprou-lhes sutilmente os dois como quem diz querer simplesmente protege-los,  e vê-los felizes.
 Depois, vinte e três meses juntos, Dulce  lhe deu  o primeiro filho, um lindo menino que completou o sentimento dos dois, oferecendo-lhes o gosto de um forte sentimento de plenitude. Foi um momento único e inesquecível vivido por eles.
Porém,  um  jovem  vestindo um colete em tons neutros e ocres, decerto de  um guerrilheiro, veio  e  logo que  chegou perto deles, fez, em meio tom, romper o silêncio feliz do outono, dizendo-lhe: - Senhor Sérgio, venho em nome do exército e me foi pedido que lhe entregue este documento.
Sérgio pegou o ofício, e por ser conveniente, preferiu ler longe de Dulce, pois,  por ser um conscrito pressentiu os perigos contidos no conteúdo. Leu todo o escrito e sentiu um frio lhe percorrer o corpo. Sentiu muito medo de tudo que lhe viesse depois do documento e  intenso foi o seu desespero. Depois, o escondeu  no bolso e olhou levemente por sobre o ombro, e viu Dulce e o filhinho felizes, sorrindo, sem conhecer os mistério que o  destino os impõe. Isso lhe cortou profundo o peito  e no seu íntimo chorou.
O outono de Eneópolis começou com um domingo de forte brilho.  Sérgio pegou todos os objetos sugeridos no documento, dentre eles os remédios que Dulce lhe recomendou, e os colocou em um recipiente de couro. Colocou tudo junto com os outros pertences sobre o  verde do jardim, voltou e  Beijou levemente Dulce.
Ele, tristemente, ergueu seus pertences e os colocou sobre o ombro, depois levemente colou no rosto de Dulce um último e doce beijo. Olhou por eternos segundos no fundo dos seus lindos olhos e com um tom sereno disse-lhe de pertinho:


SÍNTESE DO LIVRO
Sérgio e Dulce são separados pelo chamado militar logo após o nasimento do primeiro filho do casal, Hígor.
Na guerra, Sérgio conhece Lúcio e tornam-se amigos. Após um combate, Lúcio é ferido e deve retornar para a cidade e promete a Sérgio levar notícias suas para Dulce, prontificando-se a entregar-lhe um bilhete.
Quando Lúcio vê Dulce logo se apaixona e resolve enganá-la fazendo com que ela acredite que Sérgio morrera e seu último pedido era que o amigo cuidasse dela e do filho.
Lúcio e Dulce se casam.
A guerra termina e Sérgio retorna ansioso para rever a família, mas ao chegar recebe a amarga notícia da traição e então sai à procura dos dois. Lúcio, para preservar-se contra a verdade que acabaria com sua armação, decide matar Sérgio, atropelando-o.
Sérgio fica internado por um tempo e depois vai embora, deixando as informações sobre sua vida em revelação ao médico que lhe salvou.
Enquanto Sérgio reconstrói sua vida ao lado de uma nova mulher Denise, Lúcio morre e só então é que Dulce descobre a verdade através do médico.
Sérgio já estava estabilizado quando Denise, grávida, não resiste aos problemas e morre do parto em que nasceu Denis.
Sérgio e Dulce estão sós. Não se encontram, apesar de vários momentos estarem no mesmo lugar ao mesmo tempo. Ela estava a procura dele, até que em um hotel eles enfim se encontram e conversam sem nenhum sucesso.
Muito tempo depois, o filho do casal, encontra Sérgio e este o reconhece e se emociona. Dulce chega e o já superado as dificuldades vividas pelos dois, o casal decide recomeçar a vida. O recomeço é selado com um abraço entre os dois, assistido por Denis e Higor.
ADQUIRIR A OBRA: CONTATOS: Cel: 94 91635439 (Jorge Washington) ou e-mail: jwtmarques@hotmail.com

Versos Noturnos

Já que você chegou até aqui, dê uma visualizada nos meus Versos Noturnos.
VERSOS ADOLESCENTES,
VERSOS ADULTOS,
ADÚLTEROS E PLATÔNICOS.
B
B
B
Ora!
Você não merece esta noite escura,
portanto, não leia estes versos,
Eles não têm coração pulsante,
não falam de amor....
.....só desilusão.
b
b
AVESSO
C
Quando o amargo fel
Aurora-me a vida,
ausência enche essa epiderme oca,
ao vento:
como ao sempre a folha vai...
....sou.
...abandonano-me.
c
Quando o sereno mel
vespertina- a morte
frequente e passageira,
ao vento.
Bêbado, vencido, caído, exausto
como ao sempre a folha cai..vou...
.... abandonado-me.
c
Lugar tão meu, desconheço.
encontro-me,
abraço-me,
choro-me,
canto-me,
vejo-me como sou...
...como estou,
c
....ao avesso.
c
c
TUA LUZ
c
hoje, já nem sei se é noite
pois é tanto luar derramado
Tanto que já nem tenho em meus olhos
as luzes do entardecer:
a saudade de ontem é apenas rara lembrança.
Mas não se admire
Minhas palavras são como água no vaso
apenas alimenta meu pequeno pé de ilusão.
c
Tanto luar que as estrelas se foram:
e onde você está agora?
Logo agora que a noite está tão larga,
e se pode correr universo a fora
como parvos em corcéis dourados.
c
(pois de amor e ódio vivem os parvos sem saber)
c
E amanhã. Muito cedo. Já não há tempo.
O mundo acaba para nós nesse momento.
E se voltares ao amanhecer,
Naõ se admire, minha querida!
Se eu estiver na mesa da manhã
com os vermes famintos de mim e de ti.
O que verás é apenas a consciência de tudo:
Porque, inevitalvelmente eu sou você.
c
Entre as estrelas, Luzia ainda vive em mim.